O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira, 9 de outubro, no Rio de Janeiro, que manterá o Bolsa Família e o Farmácia Popular se eleito. Segundo a Agência Brasil e o g1, ele negou a intenção de encerrar os benefícios durante um encontro de campanha com Douglas Ruas (PL).
De acordo com o g1, Flávio também defendeu ampliar a capacitação e a qualificação profissional da população de baixa renda. O candidato apresentou essas propostas como parte de seu objetivo de melhorar as condições de vida dos beneficiários, associando a continuidade do Bolsa Família à oferta de oportunidades de formação.
Para o Farmácia Popular, o senador propôs entregar medicamentos na residência dos beneficiários e enviar mensagens por celular para lembrar os horários de uso. Segundo o g1, ele negou que pretenda privatizar ou extinguir o programa e afirmou que deseja facilitar o acesso aos remédios.
A Agência Brasil contextualizou a declaração com a proposta orçamentária enviada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso em 2022. Segundo o veículo, o projeto para 2023 previa reduzir em 59% os recursos do Farmácia Popular, de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões. Os valores se referem à proposta, não à execução orçamentária.
Ainda conforme a Agência Brasil, a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, tem defendido em entrevistas a redução de ministérios e de gastos públicos. O veículo também citou reportagem da Folha de S.Paulo sobre medidas em estudo pela equipe econômica que poderiam economizar até R$ 250 bilhões, envolvendo aposentadorias, BPC e pisos de saúde e educação. A campanha nega que essas medidas representem posições oficiais do candidato.
Por que isso importa?
A declaração envolve a continuidade de programas sociais e propostas de mudanças no acesso a medicamentos e na qualificação profissional.
Fontes: Agência Brasil, G1