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ADM usa energia eólica da Bahia no processamento de soja no Brasil

Parceria com a Casa dos Ventos atende quase toda a demanda elétrica de sete unidades de oleaginosas, segundo o Portogente.

· 2 min
Conexão Portuária | Conexão Portuária
Imagem ilustrativa
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A ADM passou a atender quase 100% do consumo de eletricidade de sete unidades de processamento de oleaginosas no Brasil com geração eólica da Bahia, segundo o Portogente. A energia vem do Complexo Eólico Babilônia Sul, em Morro do Chapéu, em uma parceria com a Casa dos Ventos voltada à redução das emissões da operação industrial.

De acordo com a reportagem, aproximadamente 31,9 MW de capacidade do empreendimento são destinados à ADM. O complexo começou a operar em 2023, após uma parceria iniciada em 2021. O contrato de fornecimento tem duração de 15 anos, vinculando a geração renovável ao abastecimento das plantas no longo prazo.

A estrutura adotada envolve a participação da trading em uma Sociedade de Propósito Específico, a SPE, ligada ao complexo. Nesse arranjo, a ADM atua como autoprodutora. O modelo permite compartilhar a produção e o consumo de energia renovável e negociar no mercado livre eventuais diferenças entre a eletricidade gerada e a demanda das unidades.

Segundo o Portogente, a gestão inclui acompanhamento da geração e do consumo em tempo real. Engenharia, manutenção preventiva e análise de dados apoiam o equilíbrio energético das operações. Jayson Lee, vice-presidente de esmagamento de grãos e gestão de riscos da ADM na América Latina, associa a iniciativa à maior previsibilidade energética e à avaliação das necessidades de cada planta.

A ADM estima que a iniciativa evite a emissão de 19 mil toneladas de CO₂ anualmente. Conforme a metodologia corporativa de sustentabilidade citada na reportagem, esse volume corresponde a 9,52% das emissões da companhia na América do Sul. Trata-se de uma estimativa apresentada pela empresa para os resultados ambientais do projeto.

Para a cadeia logística e portuária, a conexão é indireta. Na análise do Portogente, a rastreabilidade da energia usada no processamento de soja e derivados aproxima a agenda industrial de descarbonização das exigências de sustentabilidade sobre o transporte dessas cargas, incluindo os segmentos rodoviário, ferroviário e marítimo.

Por que isso importa?

A iniciativa reúne geração renovável, manutenção preventiva e gestão de dados no processamento de commodities, com conexão indireta à agenda de descarbonização da cadeia logística.

Fontes: Portogente, STATIC, XP Investimentos

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