As propostas de segurança pública de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incluem medidas para portos e fronteiras, segundo levantamento da Agência Brasil sobre os planos de governo entregues à Justiça Eleitoral. Entre as iniciativas estão reconhecimento facial, fiscalização contra o tráfico de armas e drogas e patrulhamento fluvial.
De acordo com o veículo, Flávio propõe criar a Muralha Brasileira, sistema nacional de reconhecimento facial conectado a bases de dados criminais. O plano prevê mais de 1 milhão de novas câmeras, distribuídas entre áreas públicas, portos e aeroportos em todo o país. A finalidade apresentada é identificar foragidos e prevenir crimes.
Outra proposta do candidato do PL é estabelecer um Sistema Nacional de Fronteira. A estrutura reuniria militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, com recursos de inteligência, tecnologia e armamentos. Segundo a Agência Brasil, sua atuação teria como objetivo interceptar fuzis e drogas nas fronteiras terrestres, nos portos e nos aeroportos.
No plano de Lula, a segurança na Amazônia Legal envolve cooperação com estados, municípios e países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônia. Conforme a reportagem, o candidato pretende manter a presença das Forças Armadas nas fronteiras amazônicas, combinando patrulhamento aéreo e fluvial com inteligência policial.
Lula também propõe ampliar a coordenação nacional da segurança pública, com compartilhamento de dados e cooperação entre instituições. A criação de um Ministério da Segurança Pública dependeria da aprovação da PEC da Segurança Pública. No enfrentamento ao crime organizado, o plano prevê restringir suas fontes de financiamento e combater o tráfico de armas e munições.
Flávio, por sua vez, prevê consórcios e convênios com estados e municípios para investimentos em inteligência e tecnologia. As medidas descritas pela Agência Brasil integram propostas eleitorais, e não ações já implantadas. No recorte portuário e fluvial, elas abrangem monitoramento, fiscalização e presença das forças de segurança.
Por que isso importa?
As propostas incluem expressamente portos e patrulhamento fluvial, com medidas de monitoramento e fiscalização.
Fontes: Agência Brasil, Sul 21, G1