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Juros lideram barreiras ao crédito industrial, aponta CNI

Taxas elevadas foram citadas por 76% das empresas com dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo.

· 2 min
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Os juros elevados continuam sendo a principal barreira ao crédito para a indústria brasileira, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada em 9 de outubro e noticiada pela Agência Brasil. Entre as empresas que enfrentaram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% citaram as taxas. Nas operações com vencimento superior a cinco anos, o percentual foi de 69%.

O levantamento ouviu 1.701 empresas de todo o país entre 3 e 12 de agosto, considerando as condições enfrentadas de fevereiro a julho de 2026. Participaram 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes indústrias. Embora permaneçam como principal entrave, os juros foram menos mencionados que em 2025, quando os percentuais eram de 80% no curto e médio prazo e 71% no longo.

As exigências de garantias reais também dificultaram o financiamento, citadas por 33,4% das empresas nas operações de curto e médio prazo e por 31,5% nas de longo prazo. A burocracia apareceu em 13,6% das respostas relativas aos prazos menores, enquanto a carência insuficiente foi mencionada por 18,9% no longo prazo.

Entre as indústrias que efetivamente procuraram crédito, a parcela que não conseguiu os recursos cresceu. No curto e médio prazo, passou de 20% em 2025 para 24,7%; no longo, de 33% para 37,2%. Nesse último grupo, o insucesso atingiu 48,2% das pequenas empresas e 48,1% das médias, diante de 29,9% das grandes.

O destino dos recursos também chama atenção no levantamento. Entre as empresas que buscaram, contrataram ou renovaram crédito de longo prazo, 28,7% apontaram o capital de giro como finalidade principal, acima de máquinas e equipamentos, com 23,6%. Segundo a CNI, essas linhas normalmente financiam investimentos, enquanto despesas cotidianas costumam recorrer a operações mais curtas.

Para facilitar o acesso, a medida mais indicada pelas empresas foi reduzir custos tributários e administrativos: 38,4% nas operações de curto e médio prazo e 31,2% nas de longo prazo. A ampliação das linhas públicas e a simplificação das exigências bancárias também aparecem entre as propostas dos entrevistados.

Por que isso importa?

O levantamento detalha obstáculos ao financiamento industrial e o uso de crédito de longo prazo para capital de giro.

Fontes: Agência Brasil · Economia, O Presente Rural

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