A Receita Federal informou em 9 de outubro que 86% dos documentos fiscais emitidos nos últimos 30 dias pelas empresas obrigadas a destacar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) apresentavam essa informação. Foram 3,7 bilhões de documentos com o tributo identificado e 600 milhões sem o destaque.
No transporte de cargas, 87% dos emissores de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) incluíram a CBS em todos ou em parte dos documentos. Nesse grupo, 8.124 estabelecimentos informaram a contribuição em todas as emissões, enquanto 17.139 fizeram o destaque parcialmente. O percentual, portanto, não representa adequação integral de todos esses emissores.
O recorte geral reúne 1.275.356 estabelecimentos que emitiram documentos no período. Desses, 489.326 destacaram a CBS em todas as notas e 365.826 em parte delas. Juntos, representam aproximadamente 67% do total. As empresas do Simples Nacional ficaram fora do cálculo porque não têm obrigação de destacar a contribuição em 2026.
Os dados também alcançam documentos usados na circulação de mercadorias. Entre os emissores de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), utilizada principalmente por indústrias, atacadistas e distribuidores, a adesão total ou parcial foi de 78%. Foram 247.783 estabelecimentos com destaque em todas as notas e outros 268.015 com informação em parte das emissões.
As informações estão no painel de Registro de Operações de Consumo da Receita Federal, atualizado em 8 de outubro de 2026, com documentos emitidos até as 23h59 do dia anterior. O levantamento distingue a proporção de documentos com CBS da participação dos estabelecimentos que já passaram a informá-la.
A cobrança integral da CBS está prevista para 2027, quando também ocorrerão os testes do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A Receita e o Comitê Gestor do IBS orientam os contribuintes a adaptar sistemas e processos às obrigações e aos prazos estabelecidos, considerando as características de suas operações.
Por que isso importa?
O levantamento inclui transportadoras de carga e emissores de documentos utilizados por indústrias, atacadistas e distribuidores, com dados sobre a adaptação fiscal desses segmentos.
Fontes: Agência Brasil · Economia, Receita Federal , Portal Reforma Tributária