A inflação oficial brasileira registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, após queda de 0,32% em agosto. O IPCA acumulou 4,58% em 12 meses, voltando a ultrapassar o teto de 4,5% da meta. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram divulgados em 9 de outubro, conforme informações da Agência Brasil e do g1.
A energia elétrica foi o item de maior influência no resultado: subiu 7,98% e respondeu por 0,32 ponto percentual do índice mensal. O principal motivo foi o encerramento do desconto do Bônus de Itaipu, aplicado nas faturas de agosto. Sem esse crédito em setembro, a comparação passou a ocorrer sobre uma conta de luz reduzida no mês anterior.
Com esse movimento, habitação teve aumento de 2,31%, o maior entre os nove grupos pesquisados. Também houve reajustes nas tarifas de energia em Belém, São Luís e Vitória. Segundo a Agência Brasil, outubro terá bandeira verde, sem cobrança adicional na conta de luz.
Nos transportes, a alta foi de 0,89%, influenciada pelas passagens aéreas, que avançaram 9,66%, e pelos combustíveis, com aumento de 1,41%. O etanol subiu 3,16%, o diesel, 1,69%, a gasolina, 1,21%, e o gás veicular, 0,10%.
Alimentação e bebidas avançaram 0,83%, interrompendo três meses de queda. Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,96% mais caros. Tomate, batata-inglesa e cebola tiveram aumentos de 37,76%, 24,07% e 10,14%, respectivamente. Em sentido contrário, houve redução nos preços do frango e das frutas.
A meta central de inflação é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. Pelo regime contínuo, ficar acima do teto em um mês não caracteriza, isoladamente, descumprimento: isso ocorre quando o índice permanece fora do intervalo por seis meses consecutivos. O IPCA mede o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.
Por que isso importa?
O resultado reúne aumentos em energia, combustíveis e alimentação e coloca novamente a inflação em 12 meses acima do teto da meta.
Fontes: Agência Brasil · Economia, G1