A Portos do Paraná recebeu representantes da Zona Econômica do Canal de Suez (SCZONE) e diplomatas do Egito para discutir possibilidades de cooperação comercial, com foco em grãos. Segundo a autoridade portuária paranaense, o encontro com sua diretoria empresarial ocorreu em 16 de setembro e teve como objetivo aproximar as instituições e prospectar negócios.
Na reunião, o vice-presidente do Setor Norte da SCZONE, Mohamed Ibrahim Hassan, informou que um terminal voltado principalmente à movimentação de granéis está em construção na zona econômica egípcia. O interesse em uma parceria considera o perfil do Porto de Paranaguá, apontado pela Portos do Paraná como o segundo maior exportador portuário brasileiro de soja e milho.
Hassan apresentou a perspectiva de um centro de distribuição com alcance a países do Golfo, da Ásia, da Europa e da África. Conforme o relato da autoridade portuária, a movimentação de grãos foi destacada como uma das frentes em que os portos poderiam desenvolver atividades conjuntas.
O diretor-geral de Economia Verde da SCZONE, Mohamed Aboeldahab, também participou da apresentação. Ele sinalizou possibilidades de cooperação e incentivos, relacionando o interesse egípcio aos produtos brasileiros exportados por Paranaguá. As conversas relatadas pela Portos do Paraná tiveram caráter de prospecção de parcerias.
A agenda contou ainda com representantes da Embaixada do Egito em Brasília, do Escritório Econômico e Comercial do Egito em São Paulo, da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. A comitiva reuniu, assim, participantes das áreas diplomática, comercial e de relações institucionais.
Criada pelo governo egípcio em 2015, a SCZONE administra uma área que reúne quatro zonas industriais e seis portos, com atuação no desenvolvimento industrial, logístico e tecnológico. Sua atribuição é distinta da gestão do Canal de Suez, exercida pela Suez Canal Authority. A via marítima conecta o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho.
Por que isso importa?
A aproximação tem foco em possíveis parcerias para grãos e em um centro de distribuição com alcance a mercados do Golfo, da Ásia, da Europa e da África.
Fonte: Portos do Paraná